terça-feira, 3 de novembro de 2015

Viagem a Itajai

Conheci uma menina muito legal na rede mundial de computadores.
Era uma foto da estrada.
Algo bom foi dito da foto.
Eu falei que queria participar de alguma forma.
A menina me curtiu.

Trocamos elogios. Ela no blog dela. Eu no meu.
Seu nome era Tayane.
Ela ficou com ciumes da Mi.
Nao queria que eu corresse em parques com outras garotas.
Nada iria acontecer e mesmo assim parecia que ir ateh lah seria divertido.

O Jim estava passando uns dias no meu apartamento.
Grande garoto. Depois soube que jogou um jogo de computador online pela primeira vez aqui.
Subspace / Continuum. O melhor jogo da minha vida.
Ele foi a unica pessoa que me avisou sobre a possibilidade da Tay ser feia.
Sabia que era possivel, mas valia a pena e acabei por encontrar uma bela moça.

Queria viajar sozinho.
Tinhamos dinheiro. A pensao do papai era gigantesca.
Compramos roupas.
Peguei o onibus.
O cara ao lado era do Rio.

Falou sobre todas as competiçoes esportivas que aconteciam.
Nao se arrependia de nada.
Uma menina do banco ao lado falou algo quando entendia do assunto que falavamos.
Ela mostrou fotos com o cabelo loiro. Muito bonita.
Quando o onibus passava perto de Itajai pedi para tirar uma foto com ela. Entao tiramos.

Chegava em um ponto na estrada proximo a cidade.
O motorista nao passaria por dentro.
Desci e corri em direçao a uma luz.
Tropecei. Achei que era o meu fim.
Felizmente era apenas uma barreira de concreto no meio da pista, de apenas cinquenta centimetros de altura.

Encontrei um orelhao.
Liguei pra Tay.
Ela gostou muito de tudo o que eu falava.
Mandou o irmao junto com o Surf.
Eles me levaram ateh a casa.

Ela deitou no sofa da sala. E eu me sentei no outro que ficava na frente.
Seus olhos eram tao bonitos e coloridos.
Dei a minha formula de emagrecer, beber agua, principalmente antes de comer.
Disse que queria beija-la.
A menina me mandou procurar o hotel.

Falei que iria procurar o hotel aonde havia reservado uma vaga.
Comecei a andar. Ancora Dourada.
Encontrei. O funcionario resolveu que nao me deixaria entrar.
Fui ateh um mapa na rua. Taxis estavam proximos, com motoristas dormindo dentro.
Bati em uma janela. O Ademir acordou.

Perguntei sobre o hotel mais barato dali.
Um taxista que nao tentou me enrolar, que raro.
Fiquei no meu quarto. Descobri um banquinho que fazia um otimo som quando batia nele.
Comecei a anotar coisas. Era como descobrir varias teorias da relatividade ao mesmo tempo.
Tentei limpar o meu tenis na pia. Andar no escuro no meio da lama pode sujar muito.

No dia seguinte fui jogar Counter-Strike 1.6 em uma loja.
Usei o apelido de ".", me falaram que jah usavam entao coloquei "a".
Havia uma competiçao na Adrenaline.
A Tay usava o apelido de Fada Verde, ou azul...
Falamos sobre como os garis precisavam de lixo na rua, no caso bitucas de cigarro, para que possuissem emprego. Tambem sobre que eramos o que comiamos. Um garoto que parecia viver em seu quarto sem ver o sol por varios meses apareceu. Aparentava possuir uma inteligencia acima de todas as outras, sem exceçao.

Ela me levou ateh a praia uma noite. Com outras pessoas.
O mar estava muito bonito. Nunca vou esquecer daquela brisa noturna.
A minha pele perdia calor mas eu nao me incomodava.
Pelo contrario, o frio era como um calmante para todo o meu corpo ao mesmo tempo.
A amiga dela sentia uma fisgada na perna quando ia chover. Achei estranho.

Conheci uma otima banda de musica que ensaiava.
Um parente da amiga dela tambem era um otimo musico.
Outro jovem amigo, Baco, parecia muito legal e gostaria de ser como ele.
Logo comecei a perceber as palavras, a coragem que ele possuia.
Recebi um belo elogio dele. Eu parecia muito esperto.

A amiga dela acelerou muito o carro em um momento.
Poderiamos ter morrido.
Falei alguma besteira como "Se a gente bater eu te mato".
Nos beijamos na praia um dia a noite.
Foi bem legal.

Comi uns paes de queijo.
O funcionario nao tinha troco e resolveu me dar credito na loja.
Eu falei que nao precisava e que a divida nao importava. Ele insistiu.
Aceitei o credito, mesmo sem informar que jah estava indo embora da cidade.
O grande Ademir foi chamado.

Bom taxista, apertou a minha mao e me desejou felicidades.
Fui ateh o terminal de onibus.
Do meu lado um aluno de Educaçao Fisica.
Gostei muito do modo como ele falava mas achei que eram palavras vazias, mesmo que ele usasse tanta vontade de parecer inteligente.
Ele resolveu dormir no chao do onibus como nao havia espaço aonde sentavamos.
Observei a atitude, surpreso, e com a certeza de que gostaria de fazer algo tao corajoso mas sem precisar correr um risco estupido como morrer em um acidente de transito.

Cheguei em Brasilia e logo fui revelar a bela foto da barata gigante que estava no meu armario do hotel.
Chamei a Tay de gorda na internet e ela falou "Voce morreu pra mim".
Nao daria certo. Uma relaçao precisa de tolerancia de ambas as partes.
O bom humor ajuda muito.

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GL HF