Ninguém estava dentro. Cheiro de comida no ar. O convidado era conduzido ao seu quarto e pensava ser provável existir quantidade suficiente para mais um. Indagando sobre a alta quantidade de água no feijão recebeu um pacote de biscoito recheado. Seus músculos sentiam a segurança e o alívio que eram proporcionados. Compartilharam o teclado no quarto com computador e foi esclarecido que poderiam comer algo com menos açúcar depois de uma batalha terminada.
Já falavam em ir para um bar. O metal tocava nas caixas de som. Seria mais barato comprar em um supermercado. Cogitaram ir em uma distribuidora. O dinheiro dava. Não perderam tempo. Partiram. A temperatura da tarde não incomodava. As ruas sempre cheias de carros, mas não tanto quanto as da cidade de origem. Precisaram de informação sobre o endereço. O moço do restaurante os ajudou. Decidiram levar duas garrafas.
Ao saírem da loja, depois de algumas dezenas de metros, já abriam a primeira. Gostosa como um passeio no shopping para os neurônios, atraía bons pensamentos de adoração aos prazeres da vida. Todos eles inferiores ao principal, a beleza feminina. Concordaram que a posse de um líquido tão precioso facilitaria a satisfação nesse sentido, mas também sabiam que era necessário que o desejo de passear aparecesse dentro delas.
Voltaram ao apartamento. Misturaram com limão. Mandaram mensagem para a secretária. Ela estava disposta a beber. O charme do recém-chegado era fervorosamente parabenizado. Em menos de uma hora teriam algo além de imagens distantes do que é uma mulher.
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videogame antigo
cerveja
mais comida
quinta-feira, 30 de junho de 2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Curtindo na Cidade da Política II(Having Fun in the City of Politics II)
Tirando uma caneta do bolso, começou a escrever com muita dificuldade algo em um papel. A senhora que estava mais à frente ouvia algo sobre um jogo do bicho que custava a se formar. - Viado! - Falou mais alto o motorista. Sem se virar para trás, lembrou dos dois rapazes que entraram anteriormente e não julgava que suas roupas nem atitudes apontassem para essa direção. Passando o bilhete para a pessoa de cheiro agradável, demonstrava confiança no olhar para aquele que franzia a testa na certeza de que não veria tanto sucesso acontecer duas vezes no mesmo dia.
Para espanto dos desacreditados a garota ficou visivelmente feliz e pegou a caneta que lhe era oferecida para marcar o que parecia ser uma entre outras opções. Observando com atenção, o indivíduo descrédulo sentia a probabilidade de falha aumentar na mesma medida que as tentativas entrassem em ação e se preparava para ter o prazer de repreender o colega na esperança de puxá-lo até uma distância segura de qualquer realização amorosa.
Alguém que também estava na frente ponderou sobre a necessidade de salvar as almas dos viciados e pediu a Deus que os protegesse com maior esforço enquanto estivessem naquele estado. A senhora se levantava, interrompendo a prece. A curiosidade a fez olhar mais uma vez e teve certeza de que não se tratava de um casal homossexual. Outra possibilidade de namoro era aberta e pela ansiedade do ser incomodado foram forçados a se separar rapidamente para descerem na parada de destino.
Compraram bala e andaram até o prédio. Corvo falou sobre a beleza de uma cidade com tanto espaço. Ficou sabendo que as construções eram proibidas de ultrapassar certa altura e disse que o céu era o mais limpo que já tinha visto. O porteiro abriu a porta da entrada principal e então subiram no elevador.
Para espanto dos desacreditados a garota ficou visivelmente feliz e pegou a caneta que lhe era oferecida para marcar o que parecia ser uma entre outras opções. Observando com atenção, o indivíduo descrédulo sentia a probabilidade de falha aumentar na mesma medida que as tentativas entrassem em ação e se preparava para ter o prazer de repreender o colega na esperança de puxá-lo até uma distância segura de qualquer realização amorosa.
Alguém que também estava na frente ponderou sobre a necessidade de salvar as almas dos viciados e pediu a Deus que os protegesse com maior esforço enquanto estivessem naquele estado. A senhora se levantava, interrompendo a prece. A curiosidade a fez olhar mais uma vez e teve certeza de que não se tratava de um casal homossexual. Outra possibilidade de namoro era aberta e pela ansiedade do ser incomodado foram forçados a se separar rapidamente para descerem na parada de destino.
Compraram bala e andaram até o prédio. Corvo falou sobre a beleza de uma cidade com tanto espaço. Ficou sabendo que as construções eram proibidas de ultrapassar certa altura e disse que o céu era o mais limpo que já tinha visto. O porteiro abriu a porta da entrada principal e então subiram no elevador.
Curtindo na Cidade da Política(Having Fun in the City of Politics)
Corvo também vinha de São Paulo. Gostava das histórias dos guerreiros nórdicos e até encenava algumas rotineiramente. Depois do susto que levou do Biscoito, aquele seu amigo de Brasília estava cansado de não ter alguém que aguentasse todas as palavras que, se jogadas ao vento, provocariam muita insanidade em sua mente. Se encontraram em uma famosa sala de jogos de luta online vários anos atrás e compartilhavam um grande amor pela era inicial da diversão eletrônica.
- Oi, senhor viking.
- Heill ok sæll.
- Língua de viking?
- Sim, meu amigo.
- Legal. Vamos lá pra minha casa?
- Estava indo comer um sanduíche.
- Então eu vou pra casa. Depois me encontra lá. Há. Brincadeira. Vamos comer então.
O terminal estava cheio. Depois da transferência de quase todas as linhas do centro para um lugar aonde Judas ainda procurava suas botas, ali se encontrava todo mundo em momentos diferentes dos dias. Corvo pediu um x-tudo e seu anfitrião, indeciso no início, resolveu fazer o mesmo. Enquanto falava da imensa quantidade de óleo que existe em massas de salgados percebia o olhar do companheiro se transformar de fome em algo que pensou ter visto em algum início de filme erótico. Quando moveu seu pescoço encontrou um belo exemplar feminino e disse que se aquela cara fosse de alguém que come um lanche, nem imaginava o que um beijo poderia provocar. Corvo se levantou e foi até a moça. O brasiliense tentou não atrapalhar. Depois de dois minutos ele voltou e falou que já tinha como se comunicar com ela pelo telefone. Recebeu a declaração, enquanto a inveja era engolida, de que pareciam desnecessários os encontros com as profissionais. Com um sorriso o galanteador terminou de ingerir o seu alimento.
Enquanto andavam para fora do prédio o pássaro negro informou sobre o que a garota fazia ali. Chegava de outra cidade para procurar emprego de secretária até conseguir passar em algum concurso. Enquanto ouvia um discurso sobre como secretárias são fáceis de levar para a cama, se surpreendeu com a beleza de outra no ponto de ônibus. Hipnotizado, não conseguia se concentrar nas palavras vulgares que eram proferidas sobre as mulheres e o reprimiu, dizendo que era um idiota. Mulheres devem ser tratadas com respeito e por causa dessas histórias de que algum tipo de mulher é fácil ou vagabunda vemos estupros coletivos acontecendo em números tão altos. A vergonha logo atingiu o sujeito sem noção das consequências de suas atitudes, que mudou de assunto para não ficar mal-visto pelas pessoas do local.
Ao entrarem no ônibus sentiram um perfume que os fez pausarem tantas vezes a conversa que o cobrador, de cara feia, só imaginava como chegariam em casa depois de uma madrugada de bebedeira tão intensa. Falando sobre o movimento de meia-lua no controle contra o mesmo no teclado de computador, admiravam, com sua visão periférica, o que seus narizes não eram capazes de detectar. Corvo mencionou algo sobre estar armado o objeto principal do acampamento mesmo sem tê-lo trazido. Desconcertado, o virgenzinho aumentava ainda mais o tempo entre suas palavras e agora o motorista também sabia da triste situação alcoólica da dupla que lutava para não deitar no meio da rua e apagar ali mesmo.
(continua...?)
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Source:
corvo
likes vikings
works with water in Sao Paulo
rides buses everyday for hours
likes metal music
has one of the most beautiful girlfriends ever
likes to drink beer
protects gay people
likes a fighting videogame
got to know each other playing online games
- Oi, senhor viking.
- Heill ok sæll.
- Língua de viking?
- Sim, meu amigo.
- Legal. Vamos lá pra minha casa?
- Estava indo comer um sanduíche.
- Então eu vou pra casa. Depois me encontra lá. Há. Brincadeira. Vamos comer então.
O terminal estava cheio. Depois da transferência de quase todas as linhas do centro para um lugar aonde Judas ainda procurava suas botas, ali se encontrava todo mundo em momentos diferentes dos dias. Corvo pediu um x-tudo e seu anfitrião, indeciso no início, resolveu fazer o mesmo. Enquanto falava da imensa quantidade de óleo que existe em massas de salgados percebia o olhar do companheiro se transformar de fome em algo que pensou ter visto em algum início de filme erótico. Quando moveu seu pescoço encontrou um belo exemplar feminino e disse que se aquela cara fosse de alguém que come um lanche, nem imaginava o que um beijo poderia provocar. Corvo se levantou e foi até a moça. O brasiliense tentou não atrapalhar. Depois de dois minutos ele voltou e falou que já tinha como se comunicar com ela pelo telefone. Recebeu a declaração, enquanto a inveja era engolida, de que pareciam desnecessários os encontros com as profissionais. Com um sorriso o galanteador terminou de ingerir o seu alimento.
Enquanto andavam para fora do prédio o pássaro negro informou sobre o que a garota fazia ali. Chegava de outra cidade para procurar emprego de secretária até conseguir passar em algum concurso. Enquanto ouvia um discurso sobre como secretárias são fáceis de levar para a cama, se surpreendeu com a beleza de outra no ponto de ônibus. Hipnotizado, não conseguia se concentrar nas palavras vulgares que eram proferidas sobre as mulheres e o reprimiu, dizendo que era um idiota. Mulheres devem ser tratadas com respeito e por causa dessas histórias de que algum tipo de mulher é fácil ou vagabunda vemos estupros coletivos acontecendo em números tão altos. A vergonha logo atingiu o sujeito sem noção das consequências de suas atitudes, que mudou de assunto para não ficar mal-visto pelas pessoas do local.
Ao entrarem no ônibus sentiram um perfume que os fez pausarem tantas vezes a conversa que o cobrador, de cara feia, só imaginava como chegariam em casa depois de uma madrugada de bebedeira tão intensa. Falando sobre o movimento de meia-lua no controle contra o mesmo no teclado de computador, admiravam, com sua visão periférica, o que seus narizes não eram capazes de detectar. Corvo mencionou algo sobre estar armado o objeto principal do acampamento mesmo sem tê-lo trazido. Desconcertado, o virgenzinho aumentava ainda mais o tempo entre suas palavras e agora o motorista também sabia da triste situação alcoólica da dupla que lutava para não deitar no meio da rua e apagar ali mesmo.
(continua...?)
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Source:
corvo
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sábado, 25 de junho de 2016
A Revolta do Biscoito Solitário(The Lone Cookie Uprising)
A Revolta do Biscoito Solitário(The Lone Cookie Uprising)
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Biscoito era um rapaz comum de São Paulo. Descendente de japoneses, jogava futebol e gostava de música grunge. Ele sentia a necessidade de ajudar outras pessoas e fazia doações rotineiras mesmo com o pouco dinheiro que recebia imprimindo desenhos em camisetas. Lia livros estrangeiros sobre pessoas comuns, frustradas e sem meios de consolidarem seus sonhos. Mandava esses tipos de livros para outras pessoas pelo correio na esperança de que encontrassem esses meios e falassem com ele sobre suas descobertas. Quase nada acontecia. Pensou e tentou escrever. Depois passar no vestibular. Sentia que algo estava muito errado na sociedade. Falava sobre indígenas quase indefesos perante fazendeiros com suas armas de fogo sendo assassinados em seu próprio país. Estava indignado com a televisão mostrando situações impossíveis, que significavam tanto para o personagem, mas num cenário real não poderiam ter metade da importância que lhes era atribuída.
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O país estava em crise como sempre. Dessa vez era bem aparente. Raras vezes, ou nunca, na história mundial tantos escândalos governamentais apreciavam a visão do público ao mesmo tempo. Calamar, o ex-presidente que fora visto como o maior representante do povo desde o início da civilização, agora estava sob investigação nos maiores roubos de dinheiro jamais vistos por ela. A indicação para cargos que deveriam ser independentes, reguladores e fiscalizadores era feita por quem estava por cima e sem nenhuma responsabilidade obrigatória esses mesmos cargos serviam apenas para proteger quem os havia indicado. Juízes e militares, os profissionais que mais possuíam credibilidade depois dos médicos, trabalhavam pensando apenas no próprio bolso sem nenhuma empatia pelas vidas que deveriam proteger.
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Leis absurdas como a repatriação de recursos com trinta e cinco por cento de multa passavam com facilidade. Quem roubava podia esconder em outro país o seu dinheiro e depois recuperá-lo sem a necessidade de declarações. Essa poderia ser uma armadilha. Mas Biscoito precisava fazer algo. Um amigo de Brasília falava mais do que um papagaio e essa receptividade poderia ser o seu passaporte para uma vida de herói. Falou em passar uns dias na capital. No mesmo instante recebeu o convite da hospedagem. Sua vida de frustrações via uma mudança. Preparou sua mochila com três conjuntos de roupa, escova de dentes, sabonete, toalha e um par de chinelos. Quando amanheceu ele foi comprar a passagem de ônibus e partiu.
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Foi recebido com alegria pelo seu amigo que o acompanhou desde o momento que foi pegar a sua bagagem. Ele só falava em videogame. Parecia um virgem de trinta anos que não podia sair de casa sem a permissão da mãe. Foram até a sua casa que ficava bem perto dos famosos ministérios. Conversaram sobre o ponto crucial do afastamento da presidente Marilda. O ex-presidente Calamar se tornaria ministro mas o áudio da conversa entre os dois se tornou público graças a um juiz que ainda respeitava a profissão que exercia.
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- Grande Ogro né?
- Ogro? Do jogo das cavernas dos dragões?
- Não, porra. O cara que mostrou o telefonema do Calamar pra Marilda.
- Política? Eu moro aqui, mas não manjo muito disso. Ele não virou ministro?
- Não, ele não virou por causa dessa gravação. E agora a presidente cai.
- Se os jogos ficarem mais caros por causa disso eu vou ficar muito puto!
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O computador dele era o melhor objeto da casa. Todo o resto poderia ter sido recuperado perto das casas que existiam nas inúmeras favelas das redondezas que consistiam em noventa por cento da população da capital. Depois de algumas horas de jogatina e conversa Biscoito resolveu apresentar a sua ideia.
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- Aperta soco aê você tá morrendo!
- Não quero mais jogar esse.
- O namorado da minha prima toca em uma banda. Eles tocam aquelas musiquinhas dos seriados da televisão. Vamos no show deles?
- Eu não vim aqui pra isso.
- Você não é viado, é?
- Vamos até o Congresso Nacional.
- Porra! Lá é chato pra caralho! Só se for depois de escurecer. Aí a gente leva vinho também.
- Vou lá agora.
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Partiram e encontraram poucas pessoas na rua. Todos ocupados com os melhores empregos que poderiam sonhar em ter. A maioria andava de carro. Seu amigo dizia que preferia usar as pernas ou então ficaria muito gordo para encontrar o pênis enquanto acessava vídeos pornô na internet.
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Participaram do tour gratuito pelos corredores do poder. Em certo momento estavam próximos da entrada do plenário da Câmara dos Deputados e foi quando Biscoito resolveu tirar da garganta tudo o que viu sobre aquele local durante muitos anos.
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- Vocês não trabalham para o povo! Acham que podem roubar todo mundo e ninguém vai fazer nada? - No mesmo instante o funcionário que apresentava o local chamava os seguranças.
- O que você tá fazendo, cara? Se a gente arrumar problema a minha mãe me mata. Vou sair daqui, seu louco.
- Índios são assassinados diariamente por pessoas ligadas diretamente a vocês! Não finge que não tá me vendo seu deputado ladrão!
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Enquanto tentava fugir do taser ainda proclamou algumas poucas palavras de revolta. E dali foi mandado pra delegacia. Biscoito não podia fazer nada sozinho. Não naquele momento. Depois de passar muitas horas numa cela sua mãe já havia prometido ao delegado por telefone que o traria de volta pra casa. Era o fim do seu sonho. Sabia que não poderia voltar ao Congresso tão cedo. Silenciado ao tentar mudar o que sabia que estava errado, se entregou ao destino inevitável. Falava uma ou duas palavras contra o governo, em casa, pra televisão. Se afastou do amigo e viveu uma vida traumatizada, tendo filhos apenas para criá-los de acordo com o que as histórias das novelas ditavam. Permaneceu escravo do que é indicado pela aparente maioria que, sem questionar, repete diariamente suas ações insignificantes em uma vida que busca objetivos impossíveis e rasos, que nunca serão alcançados.
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Source:
revola
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getting to know the cenario
minister calamar or polvo octopus
president's finger giving important government jobs
judges, military, fiscalization, hairdresser
the president being agressive towards employees
ex-president talking about the inexistence of opposition
deputies spitting on each other
deputies glorifying murderers without retaliation
deputy talking about a military commander and being frowned upon
no-walls terrain
walking sleepers in relation to change because they have good jobs
favela people feeling useless in front of the situation
a free trip to the police department
loonies hospital mention
get a job
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