segunda-feira, 27 de junho de 2016

Curtindo na Cidade da Política II(Having Fun in the City of Politics II)

Tirando uma caneta do bolso, começou a escrever com muita dificuldade algo em um papel. A senhora que estava mais à frente ouvia algo sobre um jogo do bicho que custava a se formar. - Viado! - Falou mais alto o motorista. Sem se virar para trás, lembrou dos dois rapazes que entraram anteriormente e não julgava que suas roupas nem atitudes apontassem para essa direção. Passando o bilhete para a pessoa de cheiro agradável, demonstrava confiança no olhar para aquele que franzia a testa na certeza de que não veria tanto sucesso acontecer duas vezes no mesmo dia.

Para espanto dos desacreditados a garota ficou visivelmente feliz e pegou a caneta que lhe era oferecida para marcar o que parecia ser uma entre outras opções. Observando com atenção, o indivíduo descrédulo sentia a probabilidade de falha aumentar na mesma medida que as tentativas entrassem em ação e se preparava para ter o prazer de repreender o colega na esperança de puxá-lo até uma distância segura de qualquer realização amorosa.

Alguém que também estava na frente ponderou sobre a necessidade de salvar as almas dos viciados e pediu a Deus que os protegesse com maior esforço enquanto estivessem naquele estado. A senhora se levantava, interrompendo a prece. A curiosidade a fez olhar mais uma vez e teve certeza de que não se tratava de um casal homossexual. Outra possibilidade de namoro era aberta e pela ansiedade do ser incomodado foram forçados a se separar rapidamente para descerem na parada de destino.

Compraram bala e andaram até o prédio. Corvo falou sobre a beleza de uma cidade com tanto espaço. Ficou sabendo que as construções eram proibidas de ultrapassar certa altura e disse que o céu era o mais limpo que já tinha visto. O porteiro abriu a porta da entrada principal e então subiram no elevador.

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GL HF