quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Aderbal e seu Carro(Ficticio)

Aderbal queria comprar um carro. Ele nao tinha conhecimento sobre a cidade aonde morava, mesmo que nao passasse dos duzentos e vinte mil habitantes. Esse moço decidiu que compraria uma bela protese peniana alem de tambem funcionar como protese substitutiva das pernas.

Foi pesquisar para encontrar um bom preço. Descobriu que um carro que passava em seus testes de apreciaçao visual custaria em torno de vinte meses de salario pagos integralmente a concessionaria de veiculos. Aderbal ouvia historias de pessoas que compravam a aprovaçao em concursos promovidos pelo governo por meros dois meses de serviço. Como nao possuia emprego o jovem resolveu que primeiramente descobriria uma forma de conseguir dinheiro para atingir o seu maior objetivo.

Aderbal via todos os dias os seus vizinhos venderem drogas. Logo pensou em entrar neste belo mercado que tambem eh extremamente perigoso. O rapaz nao tinha tempo. Suas aspiraçoes afetivas impulsionadas pelos hormonios da juventude o deixavam cego em frente a tantos possiveis problemas. Tambem ouvira de um colega que veiculos motorizados nao eram necessarios e que para se ter corpo e mente saudaveis a falta de rodas se fazia ateh necessaria. Claro que um pensamento tao diferente do comum foi imediatamente repelido.

Comprou alguns gramas de entorpecente. Conseguiu revende-los e triplicar o seu capital em menos de um dia. O homem que se formava nao parecia um valor adicional a sociedade. Em poucos dias Aderbal jah pensava em comprar uma pistola pois a competiçao eh sempre feroz quando nao existem regras. Um dia cometeu o seu primeiro homicidio. Uma divida nao havia sido paga. O traficante agora tambem era um assassino, mas nao se importava porque era apenas parte do seu trabalho. Conhecer um pouco mais do mundo e das garotas sobre rodas era o que queria.

No crime poucos vivem para ver os seus filhos passarem da adolescencia. Aderbal nao foi um deles. Sem a sorte de obter a homogenia da area em que atuava ele foi recompensado como a maioria dos marginais que sao identificados como a parte mais fragil de um sistema. Nao obteve um veiculo, mas uma viagem sem volta para o outro mundo, que eh o que se ganha quando atravessamos a linha de respeito pertencente a alguem que pode matar para que outros nao façam o mesmo.

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GL HF