sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Viagem a Florianopolis

Me falaram que rolava de eu me encontrar com eles lah em Florianopolis.

Nao me falaram quando foram comprar a passagem de onibus. Estava claro que eles nao me queriam. Mas eu realmente ainda imaginava que poderiam ser meus amigos. Eu era muito inocente.


Falei ateh para um amigo sobre a viagem. Ateh o convidei para ir com a gente. Ele falou algo sobre conseguir uma passagem de aviao com outro amigo mas acabou nao indo.

Dei uma olhada pela internet nos onibus. Encontrei um que iria antes do onibus deles. Comprei uma passagem. Dormi a maior parte da viagem. Proximo ao meu lugar tinham umas tres garotas bem bonitas. Uma vez ateh conversamos sobre andarmos juntos, os dois grupos, pela cidade. Peguei o telefone de uma delas. Nao foi usado.


Cheguei em Florianopolis. Estava tudo escuro. O local aonde o onibus parou era bem iluminado. Fui ateh um local aonde poderia comer alguma coisa. Perguntei o que tinha. Depois perguntei o que ele recomendava. Aceitei a recomendaçao. Perguntei se teria algum lugar para guardar as minhas coisas. Ele apontou para outro rapaz que cuidava do guarda-volumes. Fiz a minha refeiçao, um sanduiche com ovo, e fui deixar os meus pertences em um local seguro por um preço camarada.


Perguntei ao carinha aonde poderia encontrar um taxi. Ele apontou para aonde estavam os taxistas. Fui ateh lah e perguntei aonde poderia encontrar uma moça que me deixaria feliz por algum dinheiro. Um deles se ofereceu para me levar. Deu varias voltas mas acabou chegando ao local. Pedi para me esperar. Combinamos o preço da espera. Logo depois de entrar encontrei uma bela garota. Ela me informou que eu teria que paga-la uma bebida para que pudessemos conversar. Aceitei pagar. Ela me disse como aconteciam as coisas por ali. Acho que por uns cem reais eu poderia leva-la ateh um quarto. Na epoca esse dinheiro valia quatro vezes mais. Nao havia trazido tanto. Falei para a menina que nao tinha o suficiente e se poderiamos apenas conversar. Ela concordou ateh que falou para eu dançar e eu nao quis.


Antes de ir embora ficamos sentados proximos a uma mesa. A mao dela foi ateh a minha coxa. Me senti muito bem com aquilo. Que gentil, deixei claro que nao pagaria pelo sexo e ainda transfere um pouco do calor de sua mao para a minha perna! Ela falou como sobre perdera a sua virgindade. Tinha sido com o professor de informatica. Foi uma historia interessante mas nao pude lembrar dela. Aquela mao na minha coxa jah tinha feito toda a minha viagem ter valido a pena.


Entao voltei para o taxi. O moço me levou ateh a estaçao de onibus. Ainda tinha muito tempo para matar. Resolvi ir ateh o posto de gasolina. Lah encontrei um guia turistico. Um bom rapaz. Ele falou sobre o Tribunal de Contas da Uniao depois que eu revelei que era de Brasilia. Tambem me perguntou se eu nao gostaria de cheirar um poh. Respondi que nunca havia experimentado mas que gostaria. Fomos caminhar pela cidade. Depois de sacar dez reais fomos ateh uma casa em cima de um morro. Lah ele chamou pelo Alambique, que nao respondeu. Resolvemos andar mais um pouco. Fomos ateh um predio aonde a tia dele morava. Falou que poderiamos dormir lah mas acabamos decidindo por ficar acordados. Fomos ateh um supermercado. Lah compramos uma coca e ateh demos um pouco para uma moça. Depois o cara me falou que era possivel que a moça ficasse mais intima com a gente. Por algum infortunio nao aconteceu.


O sol jah nascia. Fomos ateh outra estaçao de onibus. Parecia bem nova. Perto dessa estaçao existia um escritorio de Turismo da propria cidade. Fomos ateh lah pegar algumas informaçoes. Me disse que o mercado de ostras seria um otimo investimento. Mas eu falei que nao tinha dinheiro pra tanto.


Saimos do escritorio. Sentamos na praça. Conversamos sobre coisas que jah nao me lembro mais. Ele falou que iria trabalhar de guia turistico em um barco em breve. Me acompanhou ateh a estaçao estadual de onibus e foi embora. Fiquei sentado em uma cadeira de plastico ouvindo radio. Os amigos chegavam.



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Foi um momento caloroso. Zeley Mobilio sempre fora bem vocal, principalmente em reencontros. Fomos para uma outra estaçao de onibus, aquela que ficava perto do escritorio turistico da cidade. Tiramos uma bela foto. Acho que tinhamos um total de sete individuos no momento. Ainda faltavam dois para completar o grupo. Um deles era o dono da casa para a qual nos dirigiamos. Mario Leiro.

O conhecia antes mesmo de participar da mesma sala dos garotos do grupo dos bombeiros na quinta serie. Aquela sala tinha sido formada seis anos atras quando estavamos na quinta. O grupo soh possuia uns tres anos. Fomos responsaveis pela sua criaçao. O engraçado eh que o presidente nao iria participar da viagem. Ele era muito evangelico e jah sabia de nossos abusos com bebida. Um dia quando matavamos aula ele ateh bebeu vinho mas parece que se arrependeu de ter tocado tanto na sua atual namorada no mesmo dia. Todos respeitavamos a sua maneira de ser mesmo que nao concordassemos com essa forma de viver que parecia apenas um masoquismo sem precedentes comparaveis em nossas vidas.

Quando chegamos ao destino, Rio Vermelho, percebemos que a chave nao funcionava. Todos ficaram surpresos e acabamos por descobrir que a porta principal nao era a unica. A construçao ainda precisava de pintura mas jah mostrava como muita dedicaçao havia sido colocada em cada aspecto.

Depois que entramos colocamos os colchoes no chao da sala. Sabonetes e xampus em uma mesa perto do banheiro. Logo pensamos no que iriamos comer. Eu jah tinha muita experiencia lavando pratos e talheres em casa e falei sobre como deveriamos comprar detergente liquido. No mesmo instante começamos a anotar as despesas em um caderno. Resolvemos que iriamos tambem alugar um carro. Eu paguei a maior parte do aluguel como eu era o sujeito mais abastado naquele momento de nossas vidas. O De Leve ficou me devendo mais de cem reais e nunca pagou. Nao que eu me importe com isso. Apenas tenho memoria e depois de varias pequenas dividas aprendi a nao ajudar alguem se eu nao estiver disposto a me desfazer do dinheiro sem nenhuma expectativa de retorno.

A minha primeira grande experiencia com emprestimos foi no colegio militar. Possuia um caderninho e anotava todas as dividas. Quando atingi por volta de vinte nomes resolvi parar. Eram dividas minusculas ateh de centavos mas aquele teste me preparou muito bem para o futuro. Descobri depois que eu era muito mais respeitado por compartilhar balas do que por conceder dinheiro.

O carro foi entregue aonde estavamos localizados. Fomos ateh um supermercado. Compramos comida e produtos de limpeza. Depois fritamos ovos, colocamos em paes e tomamos leite com chocolate. O meu violao havia sido trazido pelo seu Tosta e infelizmente foi roubado quando o deixamos fora da casa por um breve momento. Ele se desculpou e eu respondi que nao importava. Antes do roubo conseguimos tocar algumas musicas no sofa da sala. Tiramos outra foto ali.

Encontramos um cachorro na sacada da casa. Tiramos outras fotos e demos a ele o nome de Brown. Era um animal bonito e acho que sua raça era Beagle. O cara mais descolado do grupo trouxera ervas medicinais. Todas as despesas foram anotadas e divididas no caderno. Nos programamos para a virada do ano na praia aonde o Marcuzinho dançou muito bem. Tambem resolvemos que iriamos para varias danceterias.

Encontramos uma moça que morava no andar de baixo da casa. Ela era bem legal e disse que poderiamos comer tudo o que tinha lah. Nao nos sentimos confortaveis o suficiente. Deixei algum dinheiro no armario da cozinha depois que pegamos alguns biscoitos.

Parece que enquanto estavamos no supermercado um de nos jah estava com tanta fome que resolveu ir ateh uma padaria proximo a casa. Ele tambem chamou uma das meninas que trabalhava lah para conhecer a casa aonde estavam e ela foi. Todos ficamos com muita inveja pois sabiamos que era o que queriamos fazer tambem.

Na virada do ano eu falei que nao queria ir. Eu jah gostava bastante de momentos solitarios. Me vesti com a minha melhor roupa e fiquei na casa observando como ela era bonita. Tambem pensei no que faria durante a viagem. Resolvi que estaria pronto para aventuras.

Um dos rapazes defecou em cima de jornais enquanto o banheiro estava ocupado. Tiramos outra bela foto.
No dia seguinte acho que chegou o senhor Mario Leiro. Ele me convidou para andar pela ilha. Achei uma otima ideia e saimos a peh. Andamos por varias estradas de areia. Conhecemos uma danceteria aonde iriamos depois. Conheci alguns de seus parentes que moravam por ali. Mergulhamos no mar com o que parecia ser um primo seu. Foi bem divertido.

A noite fomos para aquela danceteria. Fui informado que deveria esconder um maço de cigarros nas calças e fiz como o planejado. Um segurança me revistou, pegou o maço, olhou dentro dele e depois me deixou entrar. Eu achei muito estranho e depois percebi que eu era apenas uma isca. Senti alguma vontade de nao entrar para dançar. Depois me falaram de como dividiram os homens e as mulheres para dois lados e entao deixaram todos se misturarem. Nao achei muito interessante.

Quando todos entraram na boate fui caminhar pela cidade. Parei em um ponto de onibus aonde um homem sentou e me pediu um cigarro com um gesto manual. Nao trocamos uma unica palavra, fumamos, e entao me levantei para continuar andando. Passei por um morro no meio da escuridao. Fiquei com medo de ser atropelado mas todos os carros usavam luz alta e eu tentava ficar bem longe da pista. Acabei chegando na estaçao de onibus que ficava perto daquele escritorio turistico mais uma vez. O dia jah amanhecia. Resolvi entrar em um onibus que iria ateh o Rio Vermelho. Parei por lah e consegui encontrar a casa. Lembrei que nao tinha a chave. Encontrei uma entrada pela janela.

Em outro dia fomos para outra danceteria. Tomamos umas caipirinhas antes. Dessa vez resolvi entrar. Haviam varias salas com musicas diferentes mas nao me interessei pela festa. Sai do local e fui ateh uma loja que vendia tempo em computadores conectados a rede mundial. Usei uma webcam pela primeira vez e salvei as fotos no meu correio eletronico.

Outra danceteria. Nessa haviam muitas garotas que falavam espanhol. Resolvi sentar ao lado de uma que se encolhia na parede e tentei falar na lingua dela como a massagem reflexologica era boa para o corpo. Quando comecei a conversa ela falou como todas as outras "no comprendo". Continuei a falar e parece que ela nao se importou. Peguei suas maos e falei o que sabia sobre os beneficios da pressao nos dedos e na palma da mao. Depois me despedi e fui embora quando os amigos me chamaram.

Eles encontraram outras meninas que falavam espanhol. Todos nos encontramos na praia depois. Eu, como sempre, fui caminhar. Encontrei um vendedor de incenso. Parecia que tinha uma vida sofrida mas interessante. Depois da praia fomos comprar artesanato. Quase esqueci que bebemos muita cerveja todos os dias e ateh enquanto estavamos pela praia com nossos oculos escuros. Tiramos varias fotos.

Tambem andei pela praia de nudismo. Estava de sunga e com muita vergonha mas queria perde-la. Apenas caminhei de uma ponta a outra sempre olhando para a frente. Considerei aquilo um grande feito.

Muitas meninas que falavam espanhol terminavam as conversas falando a palavra boludo. Parece que era comum os garotos brasileiros tentarem conversar com elas. Comemos pizza proximo a uma boate alternativa uma vez. Nessa danceteria bebi muito e sorri quando um rapaz passou a mao na minha bunda. Confesso que nao me lembro de ter sorrido nem de ter recebido uma mao na bunda. Talvez tenha sido algum pagamento por ter colocado a minha mao nas nadegas de uma menina em uma festa da quinta serie. Ela queria me dar um tapa quando veio conversar comigo depois no colegio mas resolveu que nao era necessario. Se ela desse o tapa eu nao poderia fazer nada pois sabia que era merecido.

A viagem de volta foi apenas um grande descanso. Um tempo depois viajamos para Caldas Novas com o presidente do grupo e ateh com o senhor Pocotoh.

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GL HF